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A
pedido de Ancetti, Chefe da Frota
vai à Câmara prestar esclarecimentos
Em atendimento à reivindicação do vereador Flávio Luiz
Ancetti (PPS), o Chefe da Frota Municipal, Ciro César Cardim, esteve na
segunda-feira (1º) no Poder Legislativo prestando alguns esclarecimentos sobre a
rotina do setor em que atua e a situação dos veículos e máquinas pertencentes à
Municipalidade.

Isso porque, na Sessão Ordinária do último dia 22, Ancetti
fizera comentários sobre as condições da frota e acerca da informação de que há
veículos parados, fato que o motivou a requerer à Mesa da Câmara o envio de
ofício para o comparecimento de Cardim à Câmara.
A solicitação foi prontamente atendida. Já nesta semana o
Chefe da Frota esteve na Casa de Leis e, durante aproximadamente uma hora,
respondeu às dúvidas dos vereadores.

“Nosso objetivo é conhecer de perto a rotina do setor, saber
quais os problemas enfrentados, a real situação da frota, para que possamos
apresentar nossas propostas e auxiliar nesse processo tão necessário de
recuperação”, justifica Ancetti.
As explicações iniciais deram conta de que atualmente a frota
é constituída por 140 veículos. Além do Chefe da Frota, atuam no segmento um
estagiário, um auxiliar de serviços gerais e dois borracheiros, bem como, um
soldador, afastado no momento.
Cardim, posteriormente, salientou todos os trâmites
necessários para que um veículo seja reparado. Em linhas gerais, após chegar
quebrado à manutenção, é necessário que seja feita uma solicitação de
contratação de mão-de-obra à Secretaria a que está atrelado o veículo (se for
uma ambulância, por exemplo, o pedido é emitido à Saúde).
Após, é acionado o setor de compras, o qual efetua as
cotações de três preços. Isso se o valor estimado não exceder R$ 8 mil, caso em
que passa a ser necessária licitação.
Feita a cotação, a Secretaria de Finanças deve fazer o
resguardo de dotação com o posterior empenho e somente aí, pode ser acionado o
mecânico. Em todas estas etapas, no mínimo 15 dias foram gastos.
“Todos sabemos que a frota é grande e está velha. Ficou
evidente a falta de mão-de-obra, que impede a realização de manutenção
preventiva. A burocracia que é necessária também faz com que um veículo acabe
ficando muito tempo parado”, acredita Ancetti.
O próprio pregão tem influenciado na rotina da frota. A
necessidade de adoção deste sistema muitas vezes obriga a Municipalidade a
comprar peças de qualidade inferior, não genuínas.
Segundo Cardim, em relação a anos anteriores, a frota já
apresentou melhora, com todos os veículos contando inclusive com identificação.
Em termos de máquinas, atualmente há uma motoniveladora e duas pás carregadeiras
quebradas, duas ambulâncias e um caminhão também estariam parados.
Para Ancetti, há ainda muito o que se fazer. “A frota não
funciona. É preciso que pessoas que entendam do assunto sejam inseridas em todo
o processo. A burocracia, a falta de mão de obra são entraves. Mas a renovação,
dada a antiguidade, seria o ideal”, refletiu ao se dirigir à tribuna na Sessão
realizada posteriormente à reunião.
Cardim explicou ainda aos vereadores que o principal impasse
hoje se refere à área da saúde. Para exemplificar, ele citou o caso de uma
ambulância que chega a rodar 700 km em um único dia. “Já há a intenção do
Prefeito de adquirir veículos para o transporte de passageiros”, disse Cardim.
Vários vereadores, inclusive durante a Sessão, enalteceram a
forma clara com que se posicionou o Chefe da Frota, dirimindo todos os
questionamentos que lhe foram feitos.

Segundo Ancetti, levantados e pontuados os problemas
relativos à frota será preciso iniciativa para amenizar os impasses que levam a
que veículos acabem parados no pátio por vários dias, necessitando de reparos.
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