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Pinho comenta boa aceitação de
projeto
sobre empresas em residências
O vereador Luiz Antonio do Pinho (DEM) comentou, nesta
semana, sobre a boa aceitação do projeto de sua autoria que dispõe sobre o
estabelecimento e o funcionamento de empresas em residências e edificações
multifamiliares.

Após a polêmica suscitada quando da aprovação da matéria, em
9 de março deste ano, o edil relata que tem sido bastante abordado por populares
interessados no assunto. “O interessante é que são pessoas que atuam em
segmentos diversos, desde uma boleira até um mecânico, e aprovaram a idéia”,
relata.
A lei foi sancionada pelo prefeito, Luís Antonio Panone (PPS)
no último dia 26 sob o nº 3001. Nela há várias especificações para o
funcionamento das empresas, que dependerá de alvará. A concessão da autorização
só será feita observando os seguintes critérios: localização da residência,
natureza da atividade e tipo da edificação.
Desde aquela época, Pinho deixou claro a que seu intuito é
dar aos munícipes-empresários uma alternativa de vida profissional descomplicada
e socialmente eficaz. “O procedimento já se faz presente em muitas cidades e
além de gerar novos empregos ao Município, também aumentará a receita para a
cidade”, afirma
TENDÊNCIA - Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que Home Office é uma tendência que se
destaca em setores como contabilidade, cosméticos, publicidade, propaganda e
computação gráfica, além das consultorias em geral.
Pinho destaca que notícias veiculadas recentemente na
imprensa deixam patente que esta propensão de fato atinge todo o país, já que no
final de 2008 foi aprovada a Lei Complementar 128/08 que altera o Estatuto das
Microempresas e a partir de julho, trabalhadores autônomos brasileiros terão
direito, por exemplo, a se inscrever como segurados na Previdência Social.
A nova categoria de contribuintes, chamada de
Microempreendedores Individuais (MEI), é composta por trabalhadores informais
como sapateiros, manicures e pipoqueiros, entre outros.
São pessoas que trabalham, mas ainda assim fazem parte de uma
economia paralela: que vive na informalidade em parte por não poder fazer frente
à burocracia e aos altos impostos cobrados de quem tenta fazer tudo dentro da
lei.
Eles poderão ser identificados como microempresários, ter o
próprio CNPJ e assim integrar a economia formal brasileira, podendo usufruir de
todos os seus benefícios.
A previdência tem registrado grande evasão de pessoas que
contribuem, mas desistem porque, no final, o governo dará o benefício
gratuitamente a quem tiver mais de 65 anos, mesmo que a pessoa não tenha
contribuído.
O governo ainda vai definir como será o processo para a
inscrição dessas novas pessoas jurídicas, que podem faturar no máximo R$ 36 mil
por ano e ter apenas um empregado.
Os custos já estão definidos. Pagando por mês 11% do
salário-mínimo, R$ 51,15, e mais uma contribuição simbólica de R$ 1 como ICMS ou
de R$ 5 como ISS, os informais vão poder se transformar em microempreendedores
individuais.
Poderão contribuir com a Previdência e ter acesso a direitos
como auxílio-doença, salário-maternidade e até aposentadoria.
Com o CNPJ na mão, outra conseqüência é o crédito para essas
novas empresas. Ao legalizar seu negócio, o MEI também terá acesso a linhas de
crédito especiais, com características que atendam às especificidades e
sazonalidades de cada negócio.
Segundo o IBGE, existem hoje no Brasil 10,3 milhões de pessoas trabalhando na
informalidade. O Sebrae estima que, pelo menos, dois milhões de novas
microempresas individuais sejam abertas a partir de julho.
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