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Jornada diferenciada para o cargo de médico pode ser solução para polêmica no
Município
Proposta foi
levada ao Legislativo pelo
vereador Luiz Carlos Viana (PPS).
A polêmica em torno do cumprimento dos horários de trabalho
pelos médicos da Rede Pública Municipal pode estar perto de obter uma solução. O
presidente da Câmara, Luiz Carlos Rosa Viana (PPS), está propondo a criação de
uma jornada de trabalhado semanal diferenciada para a categoria.

Conforme a indicação levada à Câmara nesta semana, o intento
é que os respectivos vencimentos sejam calculados proporcionalmente a partir da
jornada efetiva.
Luiz Carlos resolveu abordar essa discussão no Legislativo em
decorrência de uma série de fatores, dentre os quais, o grande número de
pacientes atendidos na rede pública, a propagação do atendimento e direito à
saúde gratuita, bem como, o próprio desinteresse de novos médicos em ingressarem
na rede municipal, especialmente por causa da baixa remuneração.
“Estou solicitando ao Chefe do Poder Executivo que envide
todos os esforços possíveis objetivando a alteração da jornada de trabalho do
cargo de médico”, afirma Luiz Carlos.
Conforme colocou, poderiam ser criadas jornadas semanais de
10, 20, 24, 30, 36 ou 40 horas, necessárias para o atendimento da demanda em
cada especialidade, com os vencimentos calculados guardadas às proporções ao
tempo trabalhado.
O desinteresse em atuar no setor público de saúde, é um
fenônemo que tem atingido todo o país, dados os baixos salários. Luiz Carlos,
durante um encontro político na região, teve acesso a informações relativas a
outras cidades, os quais mostram que o valor recebido em média pelos médicos ao
longo de 72 meses não seria o suficiente para subsidiar sequer o valor que
investiram com a formação na faculdade.
“Em um concurso público realizado em Ribeirão Preto havia 83
vagas, no entanto, inscreveram-se apenas 25 pessoas”, relata.
Em Descalvado, especificamente, a polêmica recai sobre a
questão do não cumprimento de horários por parte dos médicos.
Desde o início da gestão de Luís Antonio Panone (PPS),
inúmeras reuniões foram realizadas para a busca de um consenso, entretanto, a
questão ainda não teve fim, de forma que a nova sugestão encaminhada pelo
Presidente da Câmara à Municipalidade tem boas chances de aplicabilidade.
AÇÕES – Luiz Carlos levou ao Plenário “Mário Joaquim Filla”,
via propositura, um segundo assunto. A partir de requerimento que formulou, o
edil está solicitando ao Prefeito, informações sobre o andamento processual das
ações ajuizadas pela Municipalidade (em Administrações anteriores) em face da
União, objetivando a cobrança das diferenças apuradas nos valores repassados
pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o não recolhimento do PASEP.
Para ele, tais informações são relevantes para tornar transparente como é
conduzida a Administração.
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